TEATRO DOS VAMPIROS

26/01/2005 21:04


"O ímpeto de crescer e viver intensamente foi
tão forte em mim que não consegui resistir a ele.
Enfrentei meus sentimentos.
A vida não é racional; é louca e cheia de mágoa.
Mas não quero viver comigo mesma.
Quero paixão, prazer, barulho, bebedeira, e todo o mal.
Quero ouvir música rouca, ver rostos, roçar em corpos,
beber um Benedictine ardente.
Quero conhecer pessoas perversas, ser íntimas delas.
Quero morder a vida, e ser despedaçada por ela.
Eu estava esperando.
Esta é a hora da expansão, do viver verdadeiro.
Todo o resto foi uma preparação.
A verdade é que sou inconstante, com estímulos sensuais
em muitas direções.
Fiquei docemente adormecida por alguns séculos,
e entrei em erupção sem avisar."
_Anais Nin




Anais Nin(escritora - 1903-1977)

"A única anormalidade é a incapacidade de amar."

Assim escreveu Anais Nin, que nasceu em 1903 nos
arredores de Paris, filha de um músico espanhol e
de uma dinamarquesa.

Tinha nome de perfume, de flor, de ousadia.
Ainda hoje ela mantém apesar de tudo a dualidade
entre o anjo e o demónio tentador.
Com uma personalidade ardente, provocadora,
foi para muitos uma santa, para outros, uma pecadora.

De uma escrita profundamente erótica e erotizada,
se compõe a sua obra que escandalizou a sociedade mundial
dos anos 50 do século XX.

O seu propósito era como dizia "deixar uma cicatriz no mundo"
enviada por vampira






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